O atual momento político do Brasil é bastante delicado. O povo é chamado às urnas para decidir em segundo turno que modelo de país quer para os próximos quatro anos.
É delicado pela força da decisão e mais ainda, pelos rumos que as campanhas e debates estão tomando. Os projetos estão sendo substituídos pelas acusações mútuas e pelas fofocas, sobretudo na internet. Os candidatos estão deixando-se levar pelas picuinhas da política com “p” minúsculo e a população despolitizada, entrou na onda da política pequena. Olham mais a pessoa dos candidatos do que as suas idéias e projetos. E quem perde com isto é o próprio povo, pois perde essa aula de cidadania que poderia ser o processo eleitoral.
A situação atual, contudo não é novidade em eleições presidenciais. Na verdade pode ser comparada à de 1989 ou a diversas outras anteriores. Na de 89, quando o país havia recém saído da ditadura militar, com suas instituições fragilizadas e democraticamente imaturas, o candidato das elites, Fernando Collor de Melo, em busca da vitória a qualquer preço, inventou um monte de mentiras a respeito do seu adversário, desestabilizando-o e conseguindo, assim, ser eleito. Felizmente seu governo, afundado num mar de lamas, acabou em impecheament e o país teve a chance de avançar na consciência democrática.
Espero que em 2010 tenhamos um desfecho diferente para que o país cresça e se desenvolva não só no campo econômico, mas também no social e, sobretudo, no respeito à diversidade ideológica.
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