
Viajante do tempo
Blog de quem tem paixão pela história e pela vida. A vida é uma viagem através do tempo.
domingo, 17 de novembro de 2013
Manifestações pelo Dia da Consciencia Negra

quarta-feira, 2 de maio de 2012
quarta-feira, 4 de abril de 2012
TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA - Lima Barreto
Resumo
O funcionário público Policarpo Quaresma, nacionalista e patriota extremado, é conhecido por todos como major Quaresma, no Arsenal de Guerra, onde exerce a função de subsecretário. Sem muitos amigos, vive isolado com sua irmã Dona Adelaide, mantendo os mesmos hábitos há trinta anos.
Seu fanatismo patriótico se reflete nos autores nacionais de sua vasta biblioteca e no modo de ver o Brasil. Para ele, tudo do país é superior, chegando até mesmo a "amputar alguns quilômetros ao Nilo" apenas para destacar a grandiosidade do Amazonas. Por isso, em casa ou na repartição, é sempre incompreendido.
Esse patriotismo leva-o a valorizar o violão, instrumento marginalizado na época, visto como sinônimo de malandragem. Atribuindo-lhe valores nacionais, decide aprender a tocá-lo com o professor Ricardo Coração dos Outros. Em busca de modinhas do folclore brasileiro, para a festa do general Albernaz, seu vizinho, lê tudo sobre o assunto, descobrindo, com grande decepção, que um bom número de nossas tradições e canções vinha do estrangeiro. Sem desanimar, decide estudar algo tipicamente nacional: os costumes tupinambás. Alguns dias depois, o compadre, Vicente Coleoni, e a afilhada, Dona Olga, são recebidos no melhor estilo Tupinambá: com choros, berros e descabelamentos. Abandonando o violão, o major volta-se para o maracá e a inúbia, instrumentos indígenas tipicamente nacionais.
Ainda nessa esteira nacionalista, propõe, em documento enviado ao Congresso Nacional, a substituição do português pelo tupi-guarani, a verdadeira língua do Brasil. Por isso, torna-se objeto de ridicularizarão, escárnio e ironia. Um ofício em tupi, enviado ao Ministro da Guerra, por engano, levá-o à suspensão e como suas manias sugerem um claro desvio comportamental, é aposentado por invalidez, depois de passar alguns meses no hospício.
Após recuperar-se da insanidade, Quaresma deixa a casa de saúde e compra o Sossego, um sítio no interior do Rio de Janeiro; está decidido a trabalhar na terra. Com Adelaide e o preto Anastácio, muda-se para o campo. A idéia de tirar da fértil terra brasileira seu sustento e felicidade anima-o. Adquire vários instrumentos e livros sobre agricultura e logo aprende a manejar a enxada. Orgulhoso da terra brasileira que, de tão boa, dispensa adubos, recebe a visita de Ricardo Coração dos Outros e da afilhada Olga, que não vê todo o progresso no campo, alardeado pelo padrinho. Nota, sim, muita pobreza e desânimo naquela gente simples.
Depois de algum tempo, o projeto agrícola de Quaresma cai por terra, derrotado por três inimigos terríveis. Primeiro, o clientelismo hipócrita dos políticos. Como Policarpo não quis compactuar com uma fraude da política local, passa a ser multado indevidamente. O segundo, foi a deficiente estrutura agrária brasileira que lhe impede de vender uma boa safra, sem tomar prejuízo. O terceiro, foi a voracidade dos imbatíveis exércitos de saúvas, que, ferozmente, devoravam sua lavoura e reservas de milho e feijão. Desanimado, estende sua dor à pobre população rural, lamentando o abandono de terras improdutivas e a falta de solidariedade do governo, protetor dos grandes latifundiários do café. Para ele, era necessária uma nova administração.
A Revolta da Armada - insurreição dos marinheiros da esquadra contra a usurpação do poder por Floriano Peixoto, conforme a Constituição de 1891 - faz com que Quaresma abandone a batalha campestre e, como bom patriota, siga para o Rio de Janeiro. Alistando-se na frente de combate em defesa do Marechal Floriano, torna-se comandante de um destacamento, onde estuda artilharia, balística, mecânica.
Durante a visita de Floriano Peixoto ao quartel, que já o conhecia do arsenal, Policarpo fica sabendo que o marechal havia lido seu "projeto agrícola" para a nação. Diante do entusiasmo e observações oníricas do comandante, o Presidente simplesmente responde: "Você Quaresma é um visionário".
Após quatro meses de revolta, a Armada ainda resiste bravamente. Diante da indiferença de Floriano para com seu "projeto", Quaresma questiona-se se vale a pena deixar o sossego de casa e se arriscar, ou até morrer nas trincheiras por esse homem. Mas continua lutando e acaba ferido. Enquanto isso, sozinha, a irmã Adelaide pouco pode fazer pelo sítio do Sossego, que já demonstra sinais de completo abandono.
Em uma carta à Adelaide, descreve-lhe as batalhas e fala de seu ferimento. Contudo, Quaresma se restabelece e, ao fim da revolta, que dura sete meses, é designado carcereiro da Ilha das Enxadas, prisão dos marinheiros insurgentes.
Uma madrugada é visitado por um emissário do governo que, aleatoriamente, escolhe doze prisioneiros que são levados pela escolta para fuzilamento. Indignado, escreve a Floriano, denunciando esse tipo de atrocidade cometida pelo governo. Acaba sendo preso como traidor e conduzido à Ilha das Cobras. Apesar de tanto empenho e fidelidade, Quaresma é condenado à morte. Preocupado com sua situação, Ricardo busca auxílio nas repartições e com amigos do próprio Quaresma, que nada fazem, pois temem por seus empregos. Mesmo contrariando a vontade e ambição do marido, sua afilhada, Olga, tenta ajudá-lo, buscando o apoio de Floriano, mas nada consegue. A morte será o triste fim de Policarpo Quaresma.
sábado, 26 de março de 2011
Para se aprender história
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Introdução à Modernidade
Modernidade é uma experiência de vida contida em limites cronológicos, isto é, dentro de um período histórico determinado. Data do século XII ou XIII para cá. A modernidade é marcada pelo fascínio do desenvolvimento tecnológico.
A modernidade, contudo é extremamente paradoxal: ela une e desune os homens. Aproxima-os através dos modernos meios de comunicação e transportes, mas ao mesmo tempo os afasta porque os homens modernos são diferentes. Para Nietzche o homem moderno é medíocre, ele não cria nada de novo, não se reconhece naquilo que faz e está cada vez mais solitário, apesar de viver em aglomerados físicos. Foucaut diz que a modernidade é uma prisão onde não há qualquer possibilidade de liberdade e que a história não progressiva nem salvadora, nunca vamos alcançar a perfeição, pior que isto, para ele não há salvação, não há nenhuma perspectiva de liberdade progressiva. Somos constantemente vigiados pelas leis, pelas autoridades, e hoje por câmeras. O Iluminismo tanto produz a liberdade como a prisão perfeita.
Movimentos que trouxeram a modernidade
Renascimento: O homem toma conhecimento de que é um histórico, por isso o homem do renascimento é dinâmico e tem infinitas possibilidades de definir seu destino, enquanto que o ideal homem medieval é preparar uma boa morte.
Universalização: O mundo vai ficando menor por causa das grandes navegações.
Reforma protestante: A Igreja Católica perde seu universalismo e seu poder. Surgem novas denominações cristãs com outra ética como o luteranismo e o calvinismo que se aproximam mais da economia capitalista ao contrario do catolicismo que era contra o lucro.
Renascimento e iluminismo: Ambas são ideologias burguesas, está em germe no renascimento e universaliza-se no iluminismo, completando-se com a Revolução Francesa.
Iluminismo:
O Iluminismo, na economia, ajudou a criar uma mentalidade favorável ao comércio, ao ganho e ao trabalho, que sob muitos aspectos contribuiu para reforçar a ética econômica gerada pela reforma protestante, principalmente o calvinismo.
Na política, ajudou a eliminar a anarquia feudal e os privilégios corporativos da nobreza, racionalizando o Estado, a justiça, as leis, o sistema fiscal e a administração burocrática.
Na cultura deu um grande impulso com a crítica à religião e seus fanatismos e superstição, abrindo espaço para um mundo mais humano, regido pela razão. Para os iluministas a natureza humana é mesma em todos os homens, por isso cada um deve estimar os outros como seres que são naturalmente iguais, isto é, homens como ele.
domingo, 24 de outubro de 2010
Momento político
É delicado pela força da decisão e mais ainda, pelos rumos que as campanhas e debates estão tomando. Os projetos estão sendo substituídos pelas acusações mútuas e pelas fofocas, sobretudo na internet. Os candidatos estão deixando-se levar pelas picuinhas da política com “p” minúsculo e a população despolitizada, entrou na onda da política pequena. Olham mais a pessoa dos candidatos do que as suas idéias e projetos. E quem perde com isto é o próprio povo, pois perde essa aula de cidadania que poderia ser o processo eleitoral.
A situação atual, contudo não é novidade em eleições presidenciais. Na verdade pode ser comparada à de 1989 ou a diversas outras anteriores. Na de 89, quando o país havia recém saído da ditadura militar, com suas instituições fragilizadas e democraticamente imaturas, o candidato das elites, Fernando Collor de Melo, em busca da vitória a qualquer preço, inventou um monte de mentiras a respeito do seu adversário, desestabilizando-o e conseguindo, assim, ser eleito. Felizmente seu governo, afundado num mar de lamas, acabou em impecheament e o país teve a chance de avançar na consciência democrática.
Espero que em 2010 tenhamos um desfecho diferente para que o país cresça e se desenvolva não só no campo econômico, mas também no social e, sobretudo, no respeito à diversidade ideológica.
domingo, 3 de outubro de 2010
Projeto África
Atendendo à solicitação do professor de História os alunos do ensino médio deste colégio, caracterizados com roupas que lembram as vestimentas africanas, expuseram cartazes informativos, vídeos, peças de artesanato e bandeiras dos países africanos e ainda ofereceram aos visitantes uma degustação de comidas típicas de cada país. No palco foram apresentadas músicas e danças africanas e diversos vídeos sobre a vida e a cultura desses povos.O projeto tem por objetivo, não só oferecer um pouco de conhecimento a respeito do continente africano, como também mostrar a contribuição material e cultural que os africanos deram ao povo brasileiro ao longo desses quinhentos anos de história. Eles contribuíram na economia colonial, na língua, na religião, na culinária, e, principalmente, na constituição do povo brasileiro, emprestando a sua alegria, o seu jeito festeiro de ser, a sua ginga e a sua receptividade.
Professor Valdecir Tavares